Opinião
Pelo trabalho
O Brasil comemora hoje o Dia Mundial do Trabalho, o primeiro de maio, dentro do contexto da maior novidade surgida nos últimos tempos: a crise financeira global. E dessa forma, todos têm a obrigação de entender a dimensão do problema e, mais do que isso, agir com responsabilidade para o enfrentamento do quadro. O esforço dos governos pelo mundo inteiro e de gigantes da economia vai na direção de garantir os postos de trabalho. É por isso que as sucessivas medidas anunciadas até agora estimulam a produção e, portanto, a manutenção do nível de consumo. Mas o esforço deve ser de todos ? e não apenas de empresários e governos. Nessa tarefa, de atravessar a crise, jogam papel importante as centrais e sindicatos. É hora da união e do trabalho em conjunto, e não de posturas sectárias em descompasso com a realidade. Não é por outra coisa que partiu do presidente Lula ? autoridade maior nas causas trabalhistas ? o conselho aos ?companheiros? de longa data: ?Não é hora de buscar aumento de todo jeito, a todo custo?. É preciso encarar essa posição sem paixões ideológicas, mas com a frieza dos números e a preocupação mais ampla com o presente e também com o futuro do País. Num cenário em que, repita-se, gigantes fecham suas portas e demitem milhares de trabalhadores, seria irresponsável a chamada postura radical de líderes sindicais, mais preocupados com seus interesses corporativistas do que com o Brasil. Que o primeiro de maio seja oportunidade para festa e mobilização; que os diferentes segmentos sociais aproveitem o feriado para o descanso ou o lazer; e que a razão prevaleça diante dos apelos fáceis ao proselitismo. O Brasil vive uma quadra difícil como todo o mundo. Para seguir adiante precisa contar com a justa participação séria e serena dos brasileiros.