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Com vasta cultura e extremamente didático, o jovem professor e desembargador federal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas proferiu palestra com o tema: Ética e Política na Democracia, por ocasião da solenidade de entrega da Comenda Desembargador José de Hollanda Ferreira, pelo TRE/AL. Desde os primórdios da civilização, de Platão e Sócrates até nossos dias, passando por Maquiavel e sua filosofia, por muitos, pouco entendida, foi enfático na conjunção da ética política com o civismo, amor à pátria, ou seja, devoção ao interesse público. À sua classe, togada, fez ver que, não estava isenta destes preceitos, como integrante do Estado Democrático. Ao executivo, pediu a melhoria do sistema nacional de ensino. Era uma bela noite de sexta-feira. Sábado, chega-me às mãos a Veja, entrevistando o psicólogo canadense Robert Hare sobre Psicopatas. Salienta o especialista que as principais características desses indivíduos são ausência de sentimentos morais (éticos), extrema facilidade para mentir e grande capacidade de manipulação. Ainda não levam em conta o sentimento das vítimas, mas o prazer que têm com o crime, por não verem erros em seu próprio comportamento. Robert Hare tem feito pesquisa para tentar entender o motivo pelo qual, em alguns seres humanos, a punição não tem efeito algum. Perguntado se, mesmo com o entendimento brasileiro de que são considerados imputáveis pela Justiça, por não terem consciência do caráter ilícito do que cometeram e não conseguirem evitar a conduta que os levou ao crime, acha que, do ponto de vista jurídico, os psicopatas são totalmente responsáveis por seus atos. Diz existirem duas correntes pensantes. Uma, que os psicopatas não entendem as consequências dos seus atos e outra acha que, da perspectiva jurídica, eles entendem e sabem que a sociedade considera errada sua conduta. Acredita ser essa questão motivo de discussão pelos próximos cinco, dez anos, tanto pelos especialistas em distúrbios mentais quanto pelos profissionais de justiça. Coincidentemente, no domingo, vem-me a Gazeta de Alagoas, com entrevista da desembargadora-presidente Elisabeth Carvalho, onde diagnostica parlamentar afastado da Assembleia Legislativa Estadual como sendo portador de tal distúrbio e queixando-se de o mesmo estar sempre a lembrando de cumprir a Constituição. Justificável, pois se o deputado estadual, médico, teceu comentários sobre fatos jurídicos, nada impede que a eminente magistrada faça uma diagnose psicológica. (*) É bacharel em Economia.

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