Opinião
Fatos engra�ados que acontecem em viagens
Em viagens por vezes acontecem episódios que nos fazem rir. As pessoas ficam desligadas e há ocasiões em que cometem gafes engraçadas. É bom, sobretudo em grupos, pois servem para maior aproximação. Eu guardei na memória alguns casos bem interessantes. Éramos 16 pessoas viajando à Finlândia. Chegamos a essa cidade, à meia noite, vindos da Rússia. O Hotel Acadêmico, onde nos hospedamos, tinha a recepção num bloco e em outros de dois andares, separados, ficavam os apartamentos. Cada um deles constituía-se de um salão para o qual se abriam as portas de dois quartos, a de um banheiro de um lado, de um sanitário com uma pia do outro e, no fundo, havia uma cozinha. As portas dos quartos se trancavam por fora ao bater e só podiam ser abertas com a chave. Duas horas da manhã e ainda estávamos nos acomodando para dormir. Minha companheira de quarto estava assustadíssima porque o outro dormitório do conjunto se encontrava fechado. Cismou que estava ocupado por um homem e, assim, sentia receio de ser surpreendida em trajes íntimos, ao usar o banheiro. De repente, ouço fortes batidas na porta. Levanto-me, visto um peignoir, e vou ver quem nos incomodava àquela hora. Quando abro a porta, encontro um dos componentes do grupo todo enrolado em papel higiênico, cabelos arrepiados, tremendo de frio, meio apavorado, pedindo-me socorro para abrir a porta de seu quarto. Ela se fechara e ele, que se tinha despido para tomar banho, ficara sem poder entrar. Não reparara que as toalhas estavam no cômodo e, assimo jeito foi o de se enrolar no papel sanitário para pedir ajuda. Não consegui conter o acesso de riso ao encontrar aquela múmia à porta, às duas da madrugada! Telefonei para a recepção e o camareiro veio atendê-lo. Num dos grupos que levei aos Estados Unidos, havia uma senhora meio idosa que não sabia uma palavra de Inglês. Na hora das refeições, às vezes eu estava mais distante e ela ficava gritando por mim para que eu explicasse ao garçom como ela queria o seu steack, bem ou mal passado. Depois de vários dias sempre acontecendo o mesmo problema, ela me chamou ao banheiro, angustiada, e me disse: ?Lysette, me ensine de uma vez como é que se diz, em inglês, esse tal de esteque ó done, que eu nunca sei pedir!? Claro que me deu trabalho ensinar a uma pessoa já idosa que não tinha a menor ideia da língua em questão a decorar uma simples expressão. Na próxima aguardem outros ?causos? jocosos acontecidos em viagens. (*) É escritora.