loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Crise e desemprego

Ouvir
Compartilhar

A maioria dos analistas concorda que, apesar de não ser marola, a onda da crise mundial não está castigando o Brasil tanto quanto se temia. Mas, mesmo sendo a realidade menos pior que o imaginado, os brasileiros não estão livre das consequências dessa turbulência global. Um dos problemas que se confirmam é o aumento do desempregados no Brasil. Estudiosos do tema avaliam que a taxa de desemprego poderá alcançar o patamar de 11% até o fim deste ano. A avaliação é que o ?aumento persistente? do número de desempregados seja turbinado pela retração da economia, em função do fato desse índice ter evoluído de 7,6% em dezembro de 2008 para 9% em março de 2009. A redução do número de vagas ofertadas é outro dado que preocupa economistas mais atentos ao social. Esses pesquisadores começaram a ficar mais tensos, quando os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), elaborado pelo Ministério do Trabalho, comprovaram, entre setembro e outubro de 2008, uma sensível redução do número de novas vagas oferecidas, pois enquanto setembro registrou 250 mil empregos novinhos em folha, outubro assinalou apenas 40 mil. Somando novos empregos com demissões em ?velhos? postos de trabalho, o quadro fica muito mais dantesco em dezembro do ano passado, quando a junção das informações disponíveis assinalou o resultado negativo de 654 mil vagas desaparecidas do mercado de trabalho. Podemos não estar sob a ameaça de uma grande onda de desemprego, mas que vivemos sob algo mais que uma marolinha, isso é verdade inquestionável. Para o governo federal está posta a tarefa de ousar mais no sentido de reduzir a pressão historicamente exercida por meio da superada legislação trabalhista brasileira. O momento é esse, antes que, mais uma vez, os trabalhadores venham a pagar a conta.

Relacionadas