Opinião
Nossa grande homenagem
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Este domingo, dia 10 de maio, é o Dia das Mães. No mundo inteiro, segundo as pesquisas, a palavra mamãe é a mais pronunciada em toda a terra. Como pediatra há 57 anos, reafirmo com absoluta certeza o valor da mulher-mãe em qualquer situação social. Mãe branca, mãe preta, mãe pobre, mãe rica, todas elas possuem no íntimo dos seus corações o desejo constante de ver o bem estar e a felicidade dos filhos. Sempre guardamos de nossas mães a imagem maravilhosa de sua companhia durante a nossa infância. É uma época que marca nossas vidas. E a presença de uma mãe é insubstituível, principalmente até os 7 anos, quando a criança fixa para sempre as cenas vividas.
A primeira grande necessidade da criança é a presença constante da mãe ao seu lado. É indescritível essa necessidade. O bebê vai crescendo e precisa do contato materno para o seu bem estar psíquico. Fico triste quando as mães, nos tempos modernos, por necessidade de trabalhar, deixam os filhos muito cedo na creche. É uma pena. As mães de hoje, mais do que as de ontem, ficam preocupadas com o caminhar dos filhos, principalmente na fase da adolescência, em um mundo cheio de conflitos. Segundo Kalil Gilbran, os filhos são como flechas, que são atiradas e não sabem qual o seu destino. Cabe aos pais acompanhá-los. As mães vivem eternamente consolando e confortando os filhos como nos célebres versos: “Não chores meu filho/ não chores que a vida é luta renhida/viver é lutar/a vida é combate/que os fracos abate/que os fortes, os bravos só podem exaltar”. Mãe assemelha-se a uma árvore frondosa, que dá o fruto saboroso e sua sombra protetora. Amanhã é o Dia das Mães. O momento histórico no qual vivemos, num século em que há a predominância da violência, da corrupção, do desamor, devemos fazer uma reflexão sobre a importância da mulher-mãe na organização da sociedade. E as mães adolescentes atuais, que são milhões, sentem-se inseguras pela própria idade, quando muitas vezes são rejeitadas pelos pais dos seus filhos e pela própria família. Mamães da minha terra, meus parabéns pela passagem do seu dia. E lembrem-se de que seus filhos prestam mais atenção no que vocês fazem, do que naquilo que vocês dizem. À minha querida esposa Myrza, mãe dos meus grandiosos filhos, minhas adoradas filhas e nora, mãe dos meus netos, e minhas adoráveis netas, mães dos meus bisnetos, o meu afetuosíssimo abraço. A minha saudosa e inesquecível mãe que me orientou e guiou o meu destino, o meu beijo de saudade. E lembrem-se, estimadíssimas mamães da minha terra, que na caminhada da vida, Deus não promete um céu sempre azul, mas promete passar a tempestade. Estamos no tempo da pandemia. Mas, que os ventos da esperança, da solidariedade, da fé e do otimismo entrem pelas portas e janelas de sua casa, hoje e sempre, trazendo a felicidade.