Opinião
Seguindo adiante
Torce toda Alagoas para que seja perenizada a recente mudança de placar na peleja entre bandidos das rodovias x cidadania, quando, finalmente, um (pelo menos um) assalto de grande repercussão foi esclarecido; e que, a partir da resolução exitosa das investigações acerca do assalto à trupe do Circo da China, toda e qualquer iniciativa do banditismo seja, enfim, respondida à altura. Mais do que torcer, toda Alagoas exige que essa toada de combate eficiente (e, especialmente, de prevenção) ao crime organizado seja, desde já, a ordem unida de nossas forças policiais. Tem mais ainda razão de ser a irresignabilidade do alagoano frente a tamanha desenvoltura dos criminosos em função dessa mazela não ser restrita a Alagoas; pelo contrário, é uma tendência global o aumento da criminalidade, inclusive com o resgate de antigas formas criminosas, como o assalto nas estradas e até a pirataria nos mares (essa supostamente tida como erradicada pelos menos avisados). Só para ilustrar a dramaticidade do quadro, a maior potência contemporânea, os Estados Unidos da América, especialmente preocupada com esse problema, estuda formas mais agressivas de responder a piratas que tem aumentado a intensidade de suas ações corsárias nas águas do chamado ?Chifre da África?, mais especificamente, fazendo suas incursões a partir do território da Somália. A estatística dessas investidas dos neobucaneiros revelam um crescimento de 100% entre 2007 e 2008 e, desta realidade, as potências internacionais já se preparam para ações policiais/militares em conjunto. Assim, por entender que vivemos uma ?pandemia de criminalidade?, não podemos vacilar e, uma vez demonstrada a capacidade de nossas polícias, é inadmissível o retrocesso a uma realidade de inação e ineficiência no combate ao crime em nosso Estado.