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Uma discuss�o urgente

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Independentemente de vir a ser adotado ou não pela Ufal, por proporcionar uma discussão urgente o projeto do MEC que redesenha o atual vestibular já se destaca em valor. E esta discussão é a que se volta para o acesso e para a qualidade do Ensino Fundamental e, com ênfase, do Ensino Médio em Alagoas. A adoção de um processo seletivo nacional e unificado possibilitando a escolha de cinco opções de curso em cinco universidades com a realização de um reformulado Enem são alguns dos pontos centrais do novo modelo. Além disso, a proposta possui virtudes como o foco na mobilidade acadêmica, hoje já parcialmente contemplada por universidades como a Ufal, que permitem a seus alunos cursar parte de sua grade curricular em outras instituições. A proposta do MEC generaliza tal mobilidade, uma vez que a insere na raiz do processo seletivo. Se candidatos oriundos de outros Estados terão facilidade para concorrer às vagas em Alagoas, com o novo modelo de acesso os alagoanos também terão facilidade para pleitear vagas em outros Estados, mediante um exame de seleção único, com provas mais voltadas à avaliação da capacidade analítica e de raciocínio. Mudanças no atual vestibular da Ufal somente serão adotadas se referendadas pela comunidade acadêmica representada em seu Conselho Universitário (Consuni), formado por estudantes, professores e técnicos-administrativos. Desde a apresentação da proposta pelo MEC estamos colhendo opiniões e ouvindo de alunos de Ensino Médio a representantes de escolas e membros do Conselho Estadual de Educação, a fim de levar ao Consuni este caleidoscópio de subsídios à decisão soberana que este adotara. Caso a grande questão seja se os alunos de Alagoas, da rede privada ou principalmente pública, terão condições competitivas diante do projeto do MEC, criticar sem discutir a fundo o novo modelo de acesso às universidades federais somente servirá para encobrir um de seus principais desdobramentos, que será o clamor por nosso Estado, em definitivo, priorizar a educação enquanto único caminho para o desenvolvimento. Se nossos alunos não estão preparados para competir em nível nacional, devemos questionar que tipo de escola a eles está sendo ofertada. Devemos exigir mais investimentos na Educação Básica e precisamos reverter os porquês de nosso Ensino Médio estar em desvantagem no quadro brasileiro, cobrando dos gestores a minimização desta mazela. Mais que alterar o atual vestibular, o projeto do MEC nos impõe, sem chance de esquiva, estes desafios. (*) É reitora da Ufal.

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