Opinião
Viadutos e bom senso
Até que me policiei para escrever sobre este assunto. Mas, procurando um professor para dúvidas tirar, perguntou-me, há alguns dias, por qual motivo, se dúvidas foram tiradas, não o ter trazido a público. Professor Vinícius Maia Nobre, relatando-lhe, fiquei cônscio desta verdade: nossa cidade não tem sorte com a construção de viadutos e passagens de nível. Sobre tal, de sua lavra, temos vários artigos. Por isso, às vezes, duvidamos quanto à necessidade daqueles. Pisando em ovos, vou tentar mostrar que não se precisam de grandes obras (onerosas) para facilitar o trânsito. Trouxeram-nos, depois de meses de sacrifícios e longos congestionamentos, resultados inócuos. Vamos e venhamos, qual a grande solução dada para o cruzamento das avenidas Dom Antônio Brandão com Tomás Espíndola? Prestando atenção, houve uma remoção enorme de terra, para, simplesmente, nada. Se o cruzamento deixou de existir, mesmo com a passagem de nível, porque a fazer? Por cima passam apenas autos que vêm do Marista em demanda da ladeira. No mais, são jardins (suspensos), escultura, passagem de pedestre com quatro semáforos, que param o tráfego a todo momento. A facilidade que estamos sentindo poderia ser oferecida ao contribuinte, sem a necessidade daquele enorme e caro buraco. Só a criação de mais faixas de rolamento, que antes não existiam, com a diminuição da largura das calçadas e a desapropriação de parte do imóvel onde funciona a Seune, já eram o suficiente. Senão vejamos; quem vem do Centro ou Farol, pela Dom Antônio Brandão, não alcança o restante desta via. Entra à esquerda e faz o contorno no posto de combustível próximo. Então, quem vem do Marista poderia entrar à direita e fazer o contorno na via mais próxima para descer a ladeira. Seria tirada a única função, além de abrigar jardins, da passagem de nível. Quando me falam que o sinal que existia parava o tráfego que subia a ladeira, afirmo que também deixaria de existir pelas explicações acima. Embora saibamos que logo adiante, exatamente no posto, tem um semáforo. Já se diz há muito. Viadutos e passagens de nível dentro de uma cidade, geralmente, são transferências do problema de um cruzamento para outro. Assim sendo, bastava que fossem alargadas as ruas com a criação de novas faixas de rolamento para a entrada livre, à direita e à esquerda, como foram, e aos nossos administradores e técnicos um pouco mais de bom senso no gasto do dinheiro público. (*) É bacharel em Economia.