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Mar� vazante

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Tão ruim está a maré para a Assembleia Legislativa de Alagoas que, mesmo quando parece acertar, sobrevêm fatos (quiçá alheios à sua combalida vontade) que empurram a Casa Tavares Bastos para mais baixo ainda. Como vaticina o niilismo popular: ?Além de queda, coice!?. Assim parece ser o desiderato do Legislativo estadual. Queda sobre queda. Quando parecia erguer-se em algo de seu perdido prestígio por meio do prestígio do eminente advogado Marcelo Teixeira, nomeado para o cargo de procurador-geral, eis que o ex-presidente da OAB cambia de posto, para assumir a cadeira de procurador-geral do município de Maceió. Naturalmente, esta opção de Teixeira é eminentemente profissional, assim como foi sua alternativa anterior. Para o cidadão, nada mais simples e transparente que optar pela proposta profissional que lhe seja mais adequada. Mas para a desgastadíssima Assembleia Legislativa, voltar à estaca zero no item essencial ?procuradoria geral? é um (mais um) enorme retrocesso. Parece não ter fundo o poço no qual se jogou a Casa Tavares Bastos. Para seus integrantes e, mui especialmente, para a mesa diretora daquele Poder, mais uma vez, está colocada a necessidade de uma decisão de impacto, forte suficiente para demonstrar para a opinião pública que existe a disposição dos deputados e deputadas em se mudar algo de significativo, distanciando-se, mesmo que timidamente, da imagem derreada da casa em função do brutal escândalo dos Taturanas. Insistir em mudar o perfil do comando técnico da Assembleia Legislativa de Alagoas, aí incluso o posto de procurador-geral, é o dever de casa elementar (de nível alfabetização ética) para os parlamentares estaduais. Tentar não ?levar pau?, novamente, é o mínimo que nossa representação estadual poderia fazer ao responder mais essa demanda que se lhe apresenta.

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