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Pobreza reduzida?

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Segundo a análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apesar da crise, ?a pobreza no Brasil continua em queda?. Apresentado ao público no dia 19 de maio, esse estudo do Ipea abrange seis regiões metropolitanas, a saber: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Essa pesquisa indica que ?a pobreza nas seis regiões metropolitanas não vem aumentando desde o início da contaminação do Brasil pela crise internacional. Pelo contrário, registra-se, inclusive, a continuidade, até o mês de março de 2009, de sua queda?. Avaliam ainda que, ?entre as possíveis explicações para a recente trajetória da pobreza metropolitana, diversa de outros períodos analisados, encontram-se as políticas públicas. A elevação do valor real do salário mínimo e a existência de uma rede de garantia de renda aos pobres contribuem decisivamente para que a base da pirâmide social não seja a mais atingida, conforme observado em períodos de forte desaceleração econômica no Brasil?. Será muito bom para o povo brasileiro a confirmação, pela vida, dessas análises e desses prognósticos do Ipea. E seria ótimo para o Brasil se a ênfase das políticas públicas citadas pelos estudiosos fossem mais direcionadas para a sustentabilidade real do processo de vivificação econômica da ?base da pirâmide social?, em detrimento da revitalização do assistencialismo, pois como cantava Luiz Gonzaga (composição de Humberto Teixeira), ?uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão?. Não é pouca coisa impedir o crescimento da pobreza, mas o assistencialismo, válido nos momentos de desespero, torna-se um vício improdutivo e corrosivo ao longo do tempo. Só o crescimento econômico pode, através da distribuição de renda baseada no trabalho produtivo, combater a pobreza.

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