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S�o Jo�o alagoano

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Daqui a um mês estaremos no centro das festividades juninas. Em várias cidades nordestinas, desde o começo do ano, as atrações já estão confirmadas e anunciadas. Mais uma vez, Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) se digladiarão pelo título de ?maior São João do mundo?, seguidas de perto, nessa disputa por cidades emergentes no ranking junino, como Aracaju (SE). E muitas outras urbes, em sua maioria nordestinas, que há anos lançam-se à lide para brilhar na folia junina. Alagoas, desde há muito tempo, poderia fazer melhor figura. Temos tradição viva, temos nomes expressivos no forró (alguns à espera do devido reconhecimento em vida, como Tororó do Rojão; outros necessitando de um resgate pós-mortem, como Jacinto Silva). Temos quadrilhas reconhecidas regionalmente (modernas, ecléticas, distintas dos grupos folclóricos), temos grupos folclóricos notáveis, temos polos de festejos juninos espalhados pelo Estado. Mas não temos uma agenda unificada para o período junino. Teremos, sem dúvida, uma boa programação patrocinada pelas prefeituras (com destaque natural para Maceió, São Miguel dos Campos e Arapiraca, mas com muitos outros municípios com belas festas em torno das fogueiras), além da agenda do governo do Estado em apoio ao evento da época e dos muitos arraiais aquecidos pelos empreendedores do forró. Mas falta uma articulação efetiva, capaz de costurar todas essas programações numa agenda interativa (sem subjugar nenhuma iniciativa, seja do poder público, seja dos arraiais ?privados?) e especialmente bem divulgada, construindo assim, um processo saudável de disputa de melhores espaços num rico e amplo nicho de mercado. Unindo-se em seus esforços hoje isolados, os diversos agentes e empreendedores culturais alagoanos terão todas as condições de aquecer nossa cultura e nossa economia.

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