Opinião
Grandes figuras do passado
É um dom da providência divina o fato de estarmos reunidos neste dia para celebrarmos juntos na liturgia, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, domingo da Ascensão do Senhor, uma semana antes da Grande Solenidade de Pentecostes! Neste momento a Igreja coloca no centro de sua reflexão e missão a defesa da vida, na Campanha da fraternidade que acabamos de celebrar. Neste dia das Comunicações Sociais nos comprometemos em promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade e de paz. Sim, uma cultura de paz! No Pentecostes deste ano, no próximo domingo, recordo! Vamos pedir e celebrar a força para sermos todos discípulos e missionários. Que estes dias de singular importância possam mexer conosco, inquietar nossos corações e nos despertar para uma atitude de responsabilidade na defesa da vida e compromisso com a verdade. Que, juntos, como Igreja, possamos reencontrar o potencial transformador que está intrinsecamente presente em nossa missão, quando acolhemos, vivemos, testemunhamos e anunciamos o Evangelho da Vida. Que tenhamos força para a construção de uma cultura de solidariedade e de paz! A Igreja no Brasil, com a Campanha da Fraternidade que há pouco celebramos, lançou-nos mais uma vez diante do apelo do Deus da Aliança, e nos convoca a fazermos uma escolha pela vida, diante da cultura da morte e seus mecanismos; incita-nos a recuperarmos a força de convocação e testemunho de nossa fé, conscientes da urgente necessidade de um engajamento efetivo, no qual palavra e ação se encontram e se tornam profecia e anúncio do valor inalienável da vida humana. Acolher esta convocação da Igreja, neste momento crucial de nossa história, é responsabilidade de todos nós cristãos batizados. A firmeza de nossa fé e de nosso testemunho em favor da vida, utilizando todos os meios e recursos humanos e espirituais que dispomos é capaz de deter a marcha, minimizar e anular o poder da ?conspiração anti-vida? que, centrada no individualismo, no utilitarismo e no hedonismo, nega os direitos ineren-tes da pessoa e produz um sistema que destitui de valor os in- defesos e constrói ?uma cultura da morte e da exclusão, que se amplia e vai atingindo todos os desfavorecidos, pois todos eles parecem cada vez mais descar-táveis na sociedade? (Dom Hélder). (*) É arcebispo metropolitano de Maceió e membro da Ordem Carmelita.