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Opinião

Acima da pequenez

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Novamente a vida coloca frente ao Poder Legislativo alagoano uma oportunidade de recuperar algo de sua imagem (excepcionalmente) desgastada nos últimos anos. Mais uma vez, crescem as dúvidas e desconfianças de que mais uma chance será desperdiçada. Descortina-se uma nova oportunidade com a escolha de mais um membro do Tribunal de Contas do Estado. No momento a polêmica gira em torno do critério para ocupação da cadeira vaga. E, como tudo que diz respeito a Alagoas, essa questão falsamente simples pode gerar grandes repercussões e reflexos de âmbito nacional, com a torcida do ?quanto pior melhor? entusiasmando-se com a suposição do cometimento de (mais) um erro capaz de projetar negativamente o Estado no já bastante conturbado cenário político brasileiro. Tal pendenga extrapola o nome per si da pessoa escolhida (como nas últimas escolhas) e passa a ter um caráter institucional. Como fartamente divulgado pela mídia, o busílis da questão está na destinação legal da vaga, que, segundo a OAB e, inclusive, conselheiros do TC, caberia, legalmente, a uma categoria: os auditores. Essa atribuição legal, por sua vez, não seria surpresa, pois os próprios auditores estariam esperando, há tempos, essa oportunidade a eles conferida pela Lei. Pretendentes conscientes e preparados juridicamente para galgar o objetivo desejado, os auditores não estariam dispostos a resignar e, com textos legais à mão, prometem não arrefecer à lide. Uma polêmica funda, porém simples; momento para uma decisão aprofundada, igualmente simples e coerente com a necessidade de valorização do Legislativo enquanto poder acima dos interesses pessoais e do espírito de corpo. Antecipando-se a demandas judiciais, no fim das contas, o Poder Legislativo alagoano está chamado a se posicionar como magistrado, soberano e imparcial.

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