Opinião
27 de maio, dia da Mata Atl�ntica
A Mata Atlântica é a segunda maior floresta tropical do Brasil, tinha até o século 19 1.300.000 Km² de área, onde hoje estão situados 17 Estados. Atualmente ocupa uma área de 95.000 Km². A destruição da Mata para ocupação humana, agricultura, mineração e produção de lenha foi um dos maiores crimes ambientais do mundo. Nessa área onde existia a floresta ocorreu a diminuição das chuvas, nascentes secaram, aumentou a temperatura ambiente e principalmente houve uma ampliação das áreas secas do interior do Brasil. Atualmente existem poucas áreas de floresta contínua e sim remanescentes, fragmentos ou ilhas de Mata Atlântica. Mas, ainda hoje nas áreas contínuas a floresta é a mais rica em espécies animais e vegetais do planeta (1.600.000 espécies animais e 20.000 vegetais). Em Alagoas, a Mata Atlântica original cobria 52% de nosso território, abrangendo 61 municípios. Hoje são apenas cerca de 5% dessa área, e praticamente em encostas, matas ciliares e grotas, que por serem de difícil acesso e não se prestarem para a agricultura extensiva, foi preservada. Em nosso Estado existem aproximadamente 200.000 hectares (2.076,45 Km²) de fragmentos de Mata Atlântica e ecossistemas associados (matas ciliares, mangues, restingas e brejos) protegidos em Unidades de Conservação (UC), sendo assim distribuídas: 17 públicas (federais, estaduais e municipais); 10 particulares, as chamadas Reservas Particulares do Patrimônio Natural ? RPPN, sendo 3 estaduais e 07 federais. Atualmente estão protocoladas no Instituto do Meio Ambiente ? IMA, 23 processos de certificação de RPPNs (um recorde nacional). Apesar de toda essa destruição da Mata Atlântica, Alagoas é um dos Estados que mais avança na recuperação desse importante conjunto de ecossistemas, principalmente com um arrojado projeto de reflorestamento e educação ambiental capitaneado pelas usinas alagoanas. Esse projeto iniciado em 2000, impulsionado pela Organização Não-Governamental IPMA ? Instituto para Preservação da Mata Atlântica, já plantou junto com as unidades açucareiras, com seus projetos próprios, cerca de 5.500.000 mudas de árvores nativas de nossa flora. É sem dúvida o maior passo para recuperar uma grande parte de tão importante floresta. Além das usinas outras entidades como a Fundação Bradesco, ONGs e prefeituras municipais, também produzem e plantam mudas nativas. Com tudo isso temos muito a comemorar. Salve 27 de maio, dia da Mata Atlântica. (*) É engenheiro agrônomo e consultor ambiental.