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Cursos tecnol�gicos

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A implantação dos Cursos Superiores de Tecnologia (CST), como uma das modalidades da graduação e integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, revela preocupação efetiva com o desenvolvimento sustentável do Brasil. Os CSTs propiciam formação direcionada às necessidades do mundo do trabalho, além de possibilitar o ingresso de uma parcela significativa da população à educação superior com aquisição de competências profissionais, tornando os cidadãos aptos para a inserção em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias. Esses cursos conduzem a diplomas de tecnólogos e os seus projetos pedagógicos devem garantir extrema sintonia com o mundo do trabalho. Trata-se, portanto, de um curso de graduação com características especiais, bem distinto dos tradicionais, cujo acesso se dá, no entanto, por meio de processo seletivo discente semelhante aos dos demais cursos de graduação (bacharelados e licenciaturas). Face ao exposto e por acreditar nos princípios e diretrizes norteadoras dos CSTs, expressos na legislação, as Instituições de Educação Superior (IES), especialmente as de natureza privada, responderam positivamente às expectativas do governo, oferecendo Cursos Superiores de Tecnologia em todas as áreas que integram os referidos eixos tecnológicos. Os cidadãos, de várias faixas etárias e de perfis distintos, isto é, jovens egressos do ensino médio, trabalhadores, pessoas da terceira idade, também acreditaram nessa possibilidade de formação em nível superior, em um tempo menor, com foco no mercado de trabalho. Na contra mão deste processo histórico, todos foram surpreendidos, recentemente, com os novos instrumentos de avaliação para fins de autorização e de reconhecimento de CST com exigências idênticas ou até maiores que as estabelecidas para os cursos de bacharelados e licenciaturas. São indicadores e critérios de análise que valorizam, intensamente, titulação e regime de trabalho docente em detrimento da atuação profissional no mercado. Neste contexto, é oportuno que se inicie debates sobre a trajetória, a importância, a situação e o destino dos Cursos Superiores de Tecnologia à luz das novas exigências do MEC, considerando a função social e os postulados preconizados na legislação da Educação Superior sobre esta modalidade de graduação, que tem como base epistemológica a articulação entre a ciência, a tecnologia e o conhecimento real do mundo do trabalho. (*) É presidente da Abrafi. (janguiê@mauricionassau.com.br)

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