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S�o Jo�o e outras festas populares

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O oportuno editorial da Gazeta de Alagoas, edição de 24 de maio de 2009, a respeito das festas de São João em Alagoas, chama a atenção das autoridades, agentes e empreendedores culturais para a criação de uma agenda unificada dos festejos juninos, referindo-se ao êxito do planejamento e da execução dos projetos realizados em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), que disputam a condição de ?maior São João do mundo?, onde o evento apresenta uma contribuição positiva para a economia e para o segmento turístico, observando também o crescimento desses festejos em Aracaju (SE) e em outras cidades nordestinas, graças à existência de um calendário oficial. A agenda ou o calendário permite atrair à comunidade e o visitante, oferecendo-lhes os produtos do conjunto das atrações de que o Estado dispõe, constituindo-se um valioso instrumento de divulgação da sua cultura popular. No caso das festas do ciclo junino em Alagoas, o conjunto de atrações artístico-culturais está carecendo de um tratamento especial, pois, nos últimos anos, a programação oficial vem priorizando os falsos cantores sertanejos e as bandas eletrônicas, de sucesso momentâneo, desvinculados das nossas raízes culturais, ? contratados mediante o pagamento de cachês milionários ?, em detrimento dos cantores regionais autênticos, trios de forró, violeiros repentistas, bandas de pífanos e dos folguedos mais representativos, que são os verdadeiros responsáveis pela sobrevivência da festa e prestam uma contribuição cultural significativa, ao contrário das espetaculosas atrações alienígenas, principalmente as duplas e as bandas eletrônicas, executando os chamados ?forró funk? e ?forró universitário?, que aparecem durante o ano inteiro e para ser identificados os vocalistas têm a necessidade de comunicar os nomes no meio das letras das músicas, além de exibirem rebolativas dançarinas em trajes menores como chamariz. Isso explica a falta de qualidade artística e musical desses grupos. Afinal, as festas de São João devem fazer parte do calendário oficial do folclore alagoano que precisa ser instituído, ressaltando além dos festejos do ciclo junino, o carnaval, a Semana Santa e o Natal, as conhecidas ?quatro festas do ano?, eventos de rua que ainda contam com grande participação popular e são fundamentais para a valorização da música, da dança, do artesanato, da culinária e do sentimento religioso, entre outros elementos importantes da cultura do nosso povo. (*) É advogado, membro da Comissão Alagoana de Folclore.

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