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Opinião

Nosso mundo de hoje

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O mundo atual tem nos deixado cheios de preocupação. Época tumultuada e repleta de acontecimentos que nos deixam atônitos. Para onde caminha a humanidade, é o que cada um se pergunta. O que ainda nos espera até que cheguemos ao propalado terceiro milênio, que nos foi tão anunciado, estará tão longe assim deste 2009? Nosso planeta vem passando por transformações cada vez mais caóticas, não só no seu lado físico como, principalmente, no lado espiritual dos homens e mulheres que o habitam. Por um lado, catástrofes naturais, ou nem tão naturais assim, onde os cursos de pequenos rios se transformam em trombas d?água, arrastando tudo a sua frente; por outro, a terra ainda esturricada, plantações mirrando, em tantos rincões do Brasil, e a fome voltando a castigar os mais pobres, que veem o seu esforço se esvair, ora nas enchentes, ora na secura de um chão rachado e seco. Já pelo lado espiritual, é preciso reconhecer que muita gente do nosso povo vive atarantada ante o que lê nas páginas de jornal ou vê pela mídia televisada, e muitas vezes já não sabe que caminho seguir diante de tanta violência, tantos desmandos e injustiças. Que instinto selvagem é esse está se apossando do coração de homens que, alimentados pela droga ou pela cobiça, cometem os mais terríveis crimes, não se importando se suas vítimas são pobres mulheres e crianças? E o pior de tudo é constatar que é cada vez maior o número dos que se perdem pelos caminhos do mal, tornando-se cruéis, verdadeiros bichos em forma de gente. Muitos já pensam que os bandidos estão tomando conta do mundo e já nem sabemos se voltaremos ou não pra casa depois de uma reunião noturna ou mesmo de uma festinha infantil. Sabemos, pela História, que desde o seu surgimento o homem traz dentro de si o instinto da maldade, e estão aí os exemplos em todos os séculos, dos primeiros até os dias de hoje, verdadeira sucessão de barbáries. Não é de hoje que humanidade padece por suas próprias mazelas. Mas é inegável que estamos chegando a um estado agudo de desregramento e impunidade, em que, se nada for feito por quem deve fazer ? ou seja, os governantes, legisladores, judiciário, associações culturais e de classe, empresários e as igrejas de todos os credos ? esse poço, em que parecemos mergulhar, será cada vez mais profundo e mais difícil de sair. (*) É escritora.

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