Editorial
Dimensão

Os números divulgados pelo governo federal sobre o desempenho do Sistema Único de Saúde em 2025 ajudam a dimensionar a relevância do SUS para o Brasil. A realização de 14,7 milhões de cirurgias eletivas – o maior volume já registrado em um único ano – evidencia não apenas a capilaridade do sistema, mas sua capacidade de responder a demandas históricas da população, especialmente das camadas mais vulneráveis.
O avanço está diretamente associado a políticas públicas que buscaram enfrentar gargalos estruturais, como a fila de cirurgias, e a fortalecer parcerias com estados, municípios, hospitais filantrópicos e a rede privada.
Ao mesmo tempo, os investimentos na atenção básica, com a distribuição de equipamentos, kits de telessaúde e a ampliação da frota do Samu, apontam para uma estratégia correta: fortalecer a atenção primária para reduzir a sobrecarga do sistema hospitalar e aumentar a resolutividade do SUS.
Os resultados, porém, não eliminam os desafios. Ampliar o financiamento do SUS é indispensável para sustentar e expandir conquistas como essas. Mais recursos, contudo, precisam caminhar lado a lado com gestão eficiente, transparência e rigor no combate a desperdícios e desvios Em um país de dimensões continentais e profundas desigualdades sociais, o SUS segue sendo insubstituível. .
