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Opinião

Os her�is em preto-e-branco

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Na nossa infância, acostumamo-nos a ver os heróis em preto-e-branco nas comédias das sessões vespertinas de televisão; era um humor original e simples, o que nos proporcionava momentos de diversão e saudável lazer. Nas tardes de sábado, divertia-me a ver as rápidas peripécias do ?Ligeirinho? (o comediante Harold Lloyds). Aquela cena do relógio, no alto de um prédio, é antológica, e a gente fica a imaginar como tal cena foi filmada... Acompanhamos também as aventuras de Jerry Lewis. Assim, vimos as peripécias desse verdadeiro ?desastre ambulante?, a colocar-se a si e aos outros em situações que beiravam o caos, a exemplo da cena do filme ?O terror das mulheres?, em que ele coloca em lamentável estado um ?gângster? que fora buscar uma jovem no pensionato. Quem não se lembra de Charles Chaplin e seu impagável personagem, o vagabundo Carlitos? Com sua bengala, chapéu-coco, roupa surrada, sapatos gastos e andar engraçado, ele levou o mundo à risada, sem dizer uma palavra. Sua genialidade estendia-se à direção, produção e composição das trilhas sonoras de seus filmes. Além disso, seu pensamento deixou-nos inúmeras máximas para meditarmos. E os também famosos o Gordo e o Magro (Oliver Hardy e Stan Laurel)? Com sua comédia pastelão eram seguras fontes de riso, em situações as mais engraçadas. O Gordo, pretensamente mais desembaraçado, via-se sempre em maus lençóis, enquanto o Magro, aparentemente tolo, sempre se saía bem. Os Três Patetas (Curly, Larry e Moe), com suas trapalhadas monumentais, também merecem lugar de destaque na galeria desses heróis, cujas aventuras e desventuras merecem ser vistas e revistas sempre. Como esquecer o eterno mau humor do Moe, a acertar seus companheiros cada vez que estes faziam ou falavam alguma tolice? O Brasil também teve seus heróis em preto-e-branco: Grande Otelo e Oscarito foram dos mais destacados, arrancando risos do grande público com suas comédias produzidas pela Atlântida e Cinédia. Outro exemplo de artista nacional, o comediante Mazzaropi muito nos divertiu com seu modo engraçado de caminhar e tiradas espirituosas em suas películas. Era a inocência brejeira aliada à sabedoria interiorana. A todos esses heróis e a outros comediantes do passado, a nossa homenagem e agradecimento por terem nos presenteado com tantos momentos de alegria e descontração em seus filmes nas telas do cinema e da televisão. (*) É subtenente da PM-AL.

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