Opinião
OS NAMORADOS E SANTO ANT�NIO
Na próxima segunda feira, dia 12, os namorados comemorarão o seu dia. Olhares, beijos, abraços, juras de amor, promessas, sonhos e projetos. Faz parte da vida. Esse poder sobre o amor não só entre jovens como também em adultos, decorre de uma forma muito peculiar, de uma corrente misteriosa que atrai um e outro e que deve ser mantida e cultivada. Como namorados é necessário ?construir? o amor, como casados é necessário conservá-lo. Segundo Eric From, o verdadeiro amor tem um sentido de solidariedade, de participação, de companheirismo, de compreensão e paciência. No mundo atual o sexo é destacado como primordial antes de tudo. Hoje o ?fiquei? e o ?ficou? dão um sentido de liberdade ao namoro sem os devidos cuidados para as consequências. Ao falar nesse assunto, lembrei-me de um conto milenar. Havia um pássaro muito especial no Japão que se chamava Hyoku. Os antigos guardavam sua história como uma verdadeira lição para os homens de qualquer época. Segundo a lenda, o Hyoku era um pássaro que nascia com uma só asa. Assim, desde o instante do seu nascimento, ele buscava encontrar a outra metade para unir-se a ela, completando-se para conseguir sua realização como pássaro: voar. Enquanto não conseguisse sua outra metade ele não seria efetivamente um pássaro, mas meio. A lenda do Hyoku traz uma profunda lição para todos nós: um ser só se completa quando é metade de alguém. Pena que, ao contrario de Hyoku, muitas pessoas, ao invés de buscar a metade que os realize, acabam na ilusão do poder, de egoísmo do egocentrismo, reduzindo sua vida ao meio. Terça feira, dia 13, será homenageado o santo protetor dos namorados: Santo Antônio. Ele nasceu em Lisboa, estudou em Coimbra e morreu em Arselha, perto de Pádua, na Itália. Pelo elevado número de devotos que possui em nossa querida terra alagoana, casais e jovens de todas as idades, frequentadores do Convento dos Capuchinhos e outras igrejas, a impressão que temos é que ele é alagoano. Na casa dos meus avós era tradição a trezena de Santo Antônio. Continuou com todo entusiasmo na casa dos meus pais. A juventude enchia nos anos 50 e 60 os espaços daquela casa e muitos casamentos saíram daquelas noites de alegria. Meu saudoso irmão Mario Helio e minha irmã Hely faziam o cerimonial. A noite de Santo Antônio do meu passado vive em minha memória. Como os balões aqueles momentos vividos foram sumindo... sumindo e desapareceram. Que todos os namorados da minha terra façam da felicidade uma meta e com a proteção do Cristo e ajuda de Santo Antônio, procurem caminhar sempre com alegria no coração. A minha querida esposa Myrza, o meu beijo pela passagem do seu aniversário, exatamente no Dia dos Namorados.