Opinião
Tributos e economia
Somado o arrecadado pela Receita Federal, no mês de maio deste ano, os números indicam uma bolada de R$ 49,835 bilhões representando ?uma queda real de 14,03% em relação a abril? segundo os técnicos, que acrescentam ser este ?o sétimo recuo seguido em relação ao mês anterior?. Comparando com maio de 2008, mais um baque está assinalado, desta vez de 6,06%. Mas antes que advenha choro e ranger de dentes, é bom salientar que esses resultados negativos não foram registrados, durante o mesmo mês de maio outros indicadores demonstram vitalidade, até certo ponto invejável, na economia brasileira. Pois, surpreendendo muita gente, o comércio varejista registrou uma alta de 6,9% em abril (comparado ao mesmo mês de 2008) e, em maio deste ano, o número de inadimplentes caiu 11,28% em comparação com o mês anterior. Em termos de comércio varejista, a estatística, apesar de indicar uma ligeira queda de 0,2% na comparação entre abril e março deste ano, as vendas cresceram 7,1% quando comparados maio de 2009 a maio de 2008. Como sempre complexa, a análise da economia em tempos de crise, nos dá indicativos suficientes para o leigo avaliar, com grande possibilidade de acerto, que as coisas não estão tão ruins como se poderia esperar. A bem da verdade, se não se confirma a ?marolinha? desejada, pelo menos as ondas que castigam nossa praia estão longe de serem consideradas tsunamis. Ou seja, dá para enfrentar e manter a jangada no mar. Considerado os descontos dados em itens tributários significativos como o IPI (dispensados para veículos populares e equipamentos domésticos de cozinha e serviços), o resultado da arrecadação federal, apesar de reduzido, não pode ser considerado desastroso. Pelo contrário, - 6,06% em um ano pode estimular aos pensadores a ? quem sabe ? manter menos pesada a carga tributária.