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Prevenção

A melhor estratégia para a saúde

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O corpo humano é uma complexa estrutura biológica composta por trilhões de unidades fundamentais: o homem possui, em média, 36 trilhões de células, enquanto a mulher detém cerca de 28 trilhões. A gênese da maioria dos cânceres ocorre a partir de uma única célula anormal que, ao acumular mutações genéticas, desencadeia um crescimento descontrolado e a subsequente formação de um tumor por expansão clonal. Estatisticamente, a probabilidade de um indivíduo desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida oscila entre 0,38 e 0,55, variando conforme fatores genéticos e ambientais.

O grande desafio da oncologia reside na natureza silenciosa da doença: o câncer pode desenvolver-se por anos sem manifestar sinais perceptíveis, atingindo estágios críticos antes que os primeiros sintomas surjam. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra uma média de 200 mil óbitos anuais pela doença, com o agravante de que mais de 60% dos diagnósticos são realizados em estágio avançado. Nos Estados Unidos, esse percentual de diagnóstico tardio aproxima-se de 70%. Atualmente, o câncer já é a segunda principal causa de morte no Brasil, superado apenas pelas doenças cardiovasculares.

Diante desse cenário, torna-se imperativo que indivíduos assintomáticos realizem exames de rastreamento para a detecção precoce. Lamentavelmente, a ciência ainda não dispõe de protocolos de rastreamento para quase 60% dos tipos de câncer; eles estão consolidados apenas para cinco tipos específicos: colorretal, pulmão, mama, colo do útero e próstata.

Excetuando-se os tumores de pele não melanoma, o INCA aponta que os cinco tipos de câncer mais incidentes entre os homens brasileiros são: próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Entre as mulheres, prevalecem os de mama (30,0%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%). Para o triênio 2026-2028, a estimativa é de 1,9 milhões de novos casos no país — um contingente populacional equivalente ao Estado de Sergipe.

Embora não exista uma dieta milagrosa, a adoção de uma alimentação predominantemente baseada em vegetais, frutas, grãos integrais (como aveia e arroz integral), leguminosas e proteínas magras (peixes, aves e ovos) contribui significativamente para a redução do risco oncológico. Somam-se a isso hábitos inegociáveis: a abstenção do tabagismo, a manutenção de um peso corporal adequado e a prática de ao menos trinta minutos diários de atividade física.

Por fim, o Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel central na redução da mortalidade por meio de estratégias abrangentes que integrem prevenção, diagnóstico ágil, acesso a tratamentos eficazes e um acompanhamento pós-tratamento de alta qualidade. É fundamental o fortalecimento de campanhas de conscientização que eduquem a população sobre hábitos saudáveis e o controle de fatores de risco. A prevenção, afinal, permanece como o tratamento mais eficaz.

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