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quinta-feira, 26/02/2026 | Ano | Nº 6169
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Editorial

Retrato doloroso

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As dezenas de mortes registradas nas enchentes que devastaram a Zona da Mata de Minas Gerais nos últimos dias não podem ser tratadas como mais um episódio isolado do calendário das chuvas. São o retrato doloroso de um país que ainda reage mais do que previne diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos.

As operações de resgate revelam o empenho das forças de resposta, mas também evidenciam que continuamos investindo mais na contenção da tragédia do que em sua antecipação.

A memória recente da catástrofe no Rio Grande do Sul, em 2024, quando enchentes históricas deixaram um rastro de destruição, deveria ter consolidado uma mudança de paradigma. Não se trata mais de exceção, mas de um novo padrão climático, agravado pelas mudanças globais e pela degradação ambiental.

Planejamento urbano, mapeamento de áreas de risco, sistemas de alerta precoce, obras de drenagem, contenção de encostas e, sobretudo, políticas habitacionais eficazes precisam deixar o papel e se transformar em prioridade orçamentária. Se os eventos extremos vieram para ficar, a improvisação não pode continuar sendo a regra. Prevenir custa menos em recursos e, principalmente, em vidas do que reconstruir sobre os escombros.

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