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Que venha a paz

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Paz, originária do latim ?pax?, estado tranquilo de um povo, de uma nação, onde não haja inimigo a combater. O sossego ou tranqüilidades, a concórdia, a harmonia que reina nos Estados ou nas sociedades particulares. A paz foi definida pelo filósofo Hobbes como a ?cessação do conflito universal entre homens?. Paz de espírito, ou tranquilidade, união, concórdia, repouso, silêncio, finalmente pôr termo a uma guerra. Repugna e espanta a todos nós a condição do mundo atual que vive um perigoso confronto político e social, que inspira a desconfiança recíproca entre as nações e favorece o clima belicoso e guerreiro que reina entre elas. Que vemos no momento atual, principalmente no Oriente Médio, os atentados a toda hora, não dando importância aos órgãos responsáveis pela participação mundial e aos direitos humanos. Os terroristas ceifando vidas inocentes com atentados criminosos. A Coreia do Norte ameaçando o universo com teste nuclear realizado em março último, condenado pelo Conselho de Segurança da ONU, e mais que isso, enfrentando-a com sua arrogância e prepotência. Quando do século 20, a humanidade foi flagelada por duas grandes guerras mundiais, a de 1914 a 1918 e a de 1939 a 1945, causando imensos sofrimentos. Em 2003, a brutal guerra do Iraque. Em setembro de 2001, a ação criminosa e covarde comandada por esse desumano Osama Bin Laden fazendo destruir as Torres Gêmeas, em Nova York, matando milhares de inocentes e que foi amplamente condenada por todo mundo civilizado. Tivemos ainda o massacre na África, nos últimos anos, quando milhares de negros foram violentados e brutalmente assassinados e mutilados pelas guerrilhas. É bem verdade que nascemos para a luta, a luta pela vida, mas ninguém de bom senso dirá que essa luta deva ser a de nós destruirmos uns aos outros. Temos as lutas que se coadunam com a razão e que oferecem vasto campo ao exercício da nossa energia, da nossa sabedoria e da nossa sensibilidade espiritual. É luta para vencermos do amor ao próximo. A luta para vencermos as resistências ao ?amai-vos uns aos outros?. E também as lutas para debelar a fome, a corrupção, a miséria e a violência urbana. A paz, anseio profundo dos seres humanos de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem e do direito. Vivamos a paz! (*) É procurador de Estado aposentado e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

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