Opinião
Missiva para �olo
Assinada há dois dias, por autoridades federais e estaduais brasileiras, a Carta dos Ventos é alardeada como ?um marco histórico? para o desenvolvimento da energia eólica em nosso País. Oxalá assim seja. Polêmicas não faltam às teses sobre a viabilidade das formas alternativas de geração de energia ? mais das vezes algumas dessas opções criativas são apontadas como fontes renováveis, porém insustentáveis (por gastarem mais para serem geradas do que os possíveis preços de venda). Mas não resta dúvida de que o mundo precisa investir mais nas chamadas fontes renováveis de geração de energia. Muitas são as razões a impor a humanidade essa missão e cumulativos problemas ambientais, inquestionáveis, reforçam a tese da indispensabilidade e urgência de caminhos energéticos alternativos. E, para o Brasil, são muitas as possibilidades de desenvolvimento das técnicas geradoras para novas opções, dentre essas, a eólica segue sendo uma das mais alvissareiras em termos de potencial e perspectiva. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Eólica o Brasil tem capacidade para produzir, pela força dos ventos, 300 mil megawatts ? o que significa dizer que a opção eólica teria condições de gerar ?o triplo da capacidade de todas as fontes energéticas existentes hoje no Brasil?, garantem os pesquisadores do tema. Os estudiosos desse nicho energético afirmam que a energia eólica corresponde, hoje, ?a apenas 3% da matriz energética mundial?, mas destacam que o potencial desta alternativa pode ser confirmado pelas experiências contemporâneas de países como a Dinamarca (onde 20% do consumo total de eletricidade vem dos ventos), Espanha (13%), Portugal (11%) e Itália (9%). Carta postada, resta torcer para que Éolo (deus das ventanias), o poder público e a iniciativa privada a leiam e que bons ventos assoprem na direção do futuro.