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Opinião

O mundo infeliz dos drogados

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No último dia 26 foi comemorado o ?Dia Internacional de Combate às Drogas?. Vivemos atualmente em um mundo complicado, complexo e de grandes dificuldades para os pais que desejam oferecer uma educação digna e promissora aos filhos. Quem mais sofre com essa epidemia das drogas no mundo, no Brasil e até na nossa querida Alagoas, é a juventude. Os adolescentes precisam e merecem o melhor de nossa atenção e a nossa grande proteção, que vai possibilitar a preservação da saúde, da higiene do corpo e do espírito, a cultura, a liberdade, o prazer de viver. Certamente o cigarro, o álcool, as drogas, os lares desestruturados, a miséria e a desnutrição, representam estímulos profundamente negativos na sua caminhada terrena. É que a adolescência é uma fase da vida humana de extrema complexidade. É uma fase de transformação da vida, acompanhada de profundas modificações biológicas, psíquicas e comportamentais que resultam da transformação da criança dependente, submissa, em um adulto com ânsia de liberdade, exigindo dos pais seus direitos e admitindo que tudo é normal. O problema é complexo em termos de educação. Os pais não podem ser carrascos, muito austeros, nem indiferentes. Tem que haver uma educação com liberdade vigiada, sabendo quem são os amigos dos filhos, para onde vão, a que horas estão chegando. O diálogo é imprescindível, para que haja confiança. É que muitos jovens na fase da adolescência estão sempre numa corrida desenfreada em busca de diversão. E uma boa parte deles substitui a diversão pela ideia de aproveitar a vida a todo custo, o que significa beber, ?ficar?, viajar de toda forma, dançar, tomar drogas, etc. Outros preferem o som do carro em alta velocidade, roupas exóticas, ?pega? de carro etc. Ao contrário, há um imenso número deles que sabem valorizar cada momento da vida e brincam e vivem com ética e harmonia. Isso depende da educação que recebam desde a infância e do temperamento de cada um. Todos nós cinquentões e sessentões de hoje, tivemos também a nossa juventude. Vivemos uma época gostosíssima de nossas vidas. Moças e rapazes paqueravam nos bondes, durante as retretas nas praças, nas festas de Natal e nos assaltos dançantes nas residências familiares, onde não havia violência nem drogas. Havia sim, maior entrosamento entre as famílias, de tal forma que os pais, em sua maioria, não deixavam passar despercebidos os momentos de beleza, de encantamento, de doçura dessa maravilhosa fase de menina moça e menino rapaz, onde se entrelaçavam a ânsia de viver livremente e a necessidade premente de proteção. Que a juventude seja feliz em sua caminhada terrena. (*) É médico ([email protected]).

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