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Opinião

Visitando o Tribunal de Nuremberg

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Após conhecer o Gabinete de Guerra, nos porões do antigo Ministério da Defesa, de onde Winston Churchil, comandou a defesa da Inglaterra dos ataques das bombas V2, voei de Londres a Munique, daí de trem para Nuremberg. Caminhando pelas amplas avenidas desta cidade do Sul da Alemanha, moderna e medieval, quase toda destruída, na Segunda Guerra Mundial, fui lembrando do que aqui aconteceu: as grandes marchas das tropas de assalto, os desfiles dos membros do partido nazista, o resplendor dos holofotes iluminando as bandeiras imensas com a suástica, recursos teatrais encenados por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda, formando o cenário perfeito para os alucinantes discursos de Hitler. Nesta cidade tomada pela história, onde quase tudo começou e findou da era nazista, (dos monumentais desfiles ao julgamento final) peguei o metrô e dez minutos depois estava visitando o Tribunal onde funcionou o famoso, ?Julgamento de Nuremberg?, sob o patrocínio dos Estados Unidos, Rússia, Inglaterra e França, em que foram condenados os líderes nazistas por crimes contra a humanidade. Com grande curiosidade, vi o lugar onde sentaram o marechal Goring, ministro da Aeronáutica; Keitel, chefe do Alto Comando da Whermacht; general Jodl, chefe do Estado-Maior; Rudolf Hess, lugar tenente do furhrer; Ribbentrop, ministro dos Negócios Estrageiros; almirante Donitz, Comandante da Marinha; Kaltenbrunner, chefe da Segurança do Reich; Albert Sperr, ministro do Armamento; coronel Hoss, Comandante do Campo Concentração de Auschevtz, que ao ser interrogado se havia morto ?umas duzentas mil pessoas?, respondeu friamente, ?matei dois milhões?. Não foram ao Tribunal: Himmler, comandante da SS e Goebbels, que praticaram suicídio; Heydrich, chefe da temida Gestapo, morto em Praga por guerrilheiros e Martin Borman, secretário de Hitler, que conseguiu fugir. Hitler, anexando a Áustria, esmagando a Polônia, dobrando a França, dilacerando a Inglaterra, tentando, com a operação barbarossa, conquistar, rapinar e expulsar os eslavos de suas terras, esquartejando a Rússia em territórios, ocupando-os com alemães, impondo um reich de mil anos, estaria imitando Alexandre, o Grande, da Macedônia, conquistador da Síria, Palestina, Pérsia e Egito, ou César, imperador Romano ou mesmo Napoleão Bonaparte? Ou era apenas uma personalidade demoníaca que deu cabo de sua vida no bunker de Berlim antes de sentar nos bancos do Tribunal de Nuremberg? (*) É ex-deputado.

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