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Editorial

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O Brasil deu um passo relevante ao alcançar 66% das crianças alfabetizadas ao fim do segundo ano do ensino fundamental em 2025, superando a meta prevista. O resultado, anunciado ontem pelo Ministério da Educação, sinaliza avanço na recomposição das aprendizagens após os impactos da Covid-19 e reforça a centralidade da alfabetização como base do desenvolvimento educacional.

Ainda assim, o dado exige cautela. Um terço das crianças brasileiras segue sem alcançar o nível esperado de alfabetização, o que evidencia a persistência de gargalos estruturais, muitos deles concentrados em regiões mais vulneráveis.

Outro ponto crítico está na recomposição da aprendizagem de estudantes que avançaram nos anos escolares sem domínio adequado da leitura e da escrita, um efeito direto do período de fechamento das escolas durante a pandemia. Sem enfrentar esse passivo, o risco é de que os avanços recentes se tornem superficiais ou desiguais.

Os números atuais mostram que o Brasil pode avançar quando há coordenação federativa e foco em resultados, mas também deixam claro que transformar esse avanço em padrão duradouro ainda dependerá de enfrentar, com igual prioridade, as desigualdades que historicamente limitam o acesso pleno à educação de qualidade.

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