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Em nome da paz

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Grande é o esforço pela paz no mundo. Em Alagoas, porém, esse tema tem tirado a paz da prefeitura da capital e do governo do Estado graças à mesma decisão: criar uma secretaria ?pacifista?. Essas duas invenções, gêmeas, vieram ao mundo com cara de improvisação. Inopinadamente, foram anunciados os nomes de seus titulares antes mesmo da criação das pastas. De cara, ganharam a fisionomia de seus futuros secretários, deixando, na prática, de ser a ?Secretaria da Paz? para ser a ?secretaria para fulano?. Por coincidência ambos pilotos aterrissariam vindos de Brasília ? ou melhor, cairiam de paraquedas nas cadeiras a ser esculpidas, seja no município seja no Estado. E, afinal, depois de anunciados como programas de ambas as novas pastas, o soberbo objetivo de construírem a paz a nível municipal e estadual, as propostas passaram a multiplicar interrogações sobre o ?para quê? e o ?por quê? de ambas as criações, posto ?para quem? ter sido respondido antes de ser perguntado. No caso estadual, fez-se silêncio sobre a secretaria depois da suposta desistência, depois de carimbado, do futuro titular da pasta. No caso municipal, estabeleceu-se silêncio semelhante embora, até prova em contrário, siga sendo ponto pacífico a assunção do nome anunciado ao cargo. Ambas alternativas seguem gerando dúvidas acerca da propriedade da invenção de mais despesas públicas num momento de crise. Igualmente seguem acumulando interrogações acerca da finalidade prática de cada uma delas. Sem paz no horizonte, o povo alagoano segue perdendo as guerras cotidianas contra o crime organizado, contra a cultura da violência, contra a impunidade e sendo vítima da manipulação ?pacifista?. Espera-se que essas duas novas secretarias, ao fim e ao cabo, comprovem não ser algo mais que cabides de emprego.

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