Opinião
A Organiza��o Arnon de Mello
Não deixa de ser enorme, incalculável, incomensurável a riqueza do imaginário da população alagoana. Trata-se de impressionante cultura popular que se manifesta e se revela em diversas formas de expressão, como a dança, o artesanato e a música. Há todo aquele universo de expressões artísticas, assumindo variadas formas que bem traduzem a riqueza do imaginário do nosso povo. Evidencia-se, desse modo, o patrimônio lúdico de várias gerações e culturas das Alagoas, desde o Litoral à Zona da Mata, do Agreste e do Sertão. A Organização Arnon de Mello está indo ao encontro desse imaginário popular, tesouro riquíssimo de criatividade, através do Projeto Fazer Popular. Nos 75 anos de existência da Gazeta de Alagoas, nada mais elogiável do que a Organização Arnon de Mello, através do seu Instituto, trazer à baila o beneditino trabalho, mormente artesanal, desses inúmeros artistas anônimos que refletem, em suas obras, a herança cultural de suas comunidades. Deseja o Instituto Arnon de Mello elaborar a sistematização dos artífices e suas obras, bem assim a valorização do ?fazer popular?. A Organização Arnon de Mello não trabalha com compartimentos estanques. Desde o seu Conselho Estratégico, passando pelo Instituto, pelo Jornal, pela TV, pela Rádio, pela Gráfica, há em tudo um elo, aquela corrente de dependência que caracteriza uma grande Organização. Na verdade, cada escultor, seguindo o próprio caminho, vai dando à sua imagética aquela marca toda pessoal, através da massa plástica que, desde agora, vai sofrer os caprichos da criatividade do artesão. A massa sofre os repuxos do artista para caracterizar o que ele é, no lado dos diferentes. Existe em quantos compartilham para a caminhada vitoriosa da Organização Arnon de Mello aquela alegria estampada no semblante de quem caminha sabendo o que quer e para onde vai. A Organização trabalha tendo em vista o princípio dos vasos comunicantes: quando um se enche, os outros crescem na mesma proporção. Vale a pena trabalhar assim. Nada é mais gratificante. (*) É bispo emérito de Palmeira dos Índios e presidente da Academia Alagoana de Letras.