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Editorial

Proteção social

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O Brasil alcança um marco relevante e, ao mesmo tempo, revelador de seus desafios estruturais. O fato de 66,8% da população ocupada contribuir para algum regime previdenciário, o equivalente a 68,1 milhões de trabalhadores, não é apenas um recorde estatístico da série iniciada pela IBGE. É, sobretudo, um indicador do grau de proteção social e de maturidade do mercado de trabalho brasileiro.

Esse percentual traduz, em termos concretos, a ampliação do acesso a direitos básicos: aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte. Ter mais de dois terços dos ocupados vinculados à previdência significa reduzir vulnerabilidades e mitigar riscos sociais.

O dado carrega ainda outro significado estratégico: revela uma dinâmica positiva do emprego formal. Ainda que o número de contribuintes supere o total de trabalhadores com carteira assinada, evidenciando a presença de autônomos no sistema, é o avanço do trabalho formal que sustenta esse movimento.

No entanto, o recorde não esconde que cerca de um terço da força de trabalho permanece à margem da proteção previdenciária. O desafio, portanto, é duplo: preservar o ciclo de formalização e crescimento do emprego, ao mesmo tempo em que se ampliam os mecanismos de inclusão previdenciária para trabalhadores informais.

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