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Liderança feminina

Avanços e desafios que seguem atuais

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Liderar grandes equipes nunca é tarefa simples. Profissionais em cargos de chefia, independentemente do gênero, precisam demonstrar capacidade de engajar pessoas e conduzir o grupo a um objetivo comum. Ainda assim, em conversas com outras mulheres que ocupam posições de liderança, é comum ouvir que, mesmo com os avanços conquistados, ainda existe uma dupla cobrança: é preciso provar competência pelo cargo, como ocorre com todos, mas também apesar do gênero.

Por que a liderança feminina ainda é, em certa medida, um tabu? Não é como se a história não registrasse inúmeros exemplos de grandes líderes mulheres — muitas conhecidas, outras tantas invisibilizadas. A persistência desse questionamento revela uma resistência em reconhecer, no presente, a legitimidade da liderança exercida por mulheres. Combater essa desigualdade exige, portanto, questionar estereótipos que ainda moldam, de forma desigual, as expectativas sobre autoridade e competência.

Apesar da urgência, trata-se de um desafio que ainda demandará esforço contínuo. Ainda assim, a cada mulher que decide empreender ou se qualificar para ocupar posições de liderança, damos um passo concreto rumo à equidade.

É fundamental, contudo, que as empresas assumam um papel ativo nesse processo, oferecendo condições reais de acesso, permanência e ascensão profissional. Isso passa por critérios transparentes de avaliação, políticas consistentes de diversidade e ambientes de trabalho que não penalizem trajetórias femininas — especialmente no que diz respeito à maternidade.

Mesmo assim, ao longo de mais de 20 anos acompanhando o setor industrial, percebo avanços significativos. Os processos tornaram-se mais profissionais, temas antes periféricos passaram a integrar a agenda corporativa e práticas de gestão ganharam maior transparência. Esse ambiente mais aberto tem contribuído para o crescente interesse de mulheres por posições de liderança, seja à frente de seus próprios negócios, seja ocupando cargos estratégicos nas organizações.

Esse movimento é animador. Apesar dos desafios ainda presentes, multiplicam-se histórias de mulheres que superaram barreiras históricas e ocuparam espaços de decisão. A questão que se impõe, então, é: quem ainda, hoje, questiona a capacidade e as contribuições das mulheres em cargos de liderança?

É por isso que seguimos avançando. Porque ocupar esses espaços não é favor nem concessão — é resultado de competência, preparo e determinação.

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