Opinião
A pol�tica e a pol�cia n�o devem andar juntas
A política no sentido sociológico é a arte de governar, dirigir e coordenar ações direcionadas para o bem comum de uma sociedade, independentemente do status que esteja imersa a população que a integra. Quando utilizada neste sentido alcança plenamente os seus objetivos, caso contrário, é pura demagogia, usufruindo os seus seguidores dos benefícios que a mesma oferece. A polícia tem inúmeras conceituações, dependendo do momento onde a operacionalidade da referida se torna necessária. Entre as definições mais conhecidas ou tradicionais é a que diz ser polícia o termômetro que mede o grau de civilização de um povo. A política e a polícia não devem operar juntas, porque a primeira não é reconhecida como profissão e como tal deve seguir uma linha diferenciada, levando para a comunidade os meios assistenciais de bem-estar, do mesmo modo buscar no poder público instrumentos necessários capazes de criar novas perspectivas para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade. A polícia é um verdadeiro sacerdócio na busca da preservação da ordem pública, agindo de maneira preventiva e repressiva, no combate à criminalidade. Ser policial não é apenas ter o poder de polícia, portar uma arma, conduzir um par de algemas e possuir uma credencial. Ser policial é antes de mais nada, renunciar a si próprio e colocar a sua vida a serviço das pessoas que venham precisar. É servir e não ser servido, estando à disposição de outrem durante vinte e quatro horas. É ser o atalaia e o guardião da nossa gente. Nos dias atuais, ser político é sinônimo de improbidade e impunidade, vez que, cedo ou mais tarde esses vírus contaminarão os abnegados políticos brasileiros, levando em consideração que as suas bactérias são mais rápidas e nocivas do que mesmo o vírus da gripe A. Ser político no Brasil é semelhante a um caçador de tesouro que não se preocupa com o tempo para alcançar o almejado, mas com os resultados gananciosos a que quer chegar. (*) É advogado.