Opinião
Duplica��es b�sicas
Enfim a duplicação do trecho alagoano da BR-101 acelera para sair do papel. Já não era sem tempo e, apesar das justas comemorações ensejadas pela confirmação das licitações necessárias, essa conquista merece servir de exemplo para que uma maior velocidade seja garantida às demais duplicações de rodovias importantes em Alagoas. Além da BR-101, são indispensáveis por estratégicas as duplicações da AL-101 (ao Sul e ao Norte) e, pelo menos, o trecho Maceió/Arapiraca, merece a devida atenção num esforço de modernização da malha viária. Com obras finalmente iniciadas, a duplicação do trecho rodoviário entre Maceió e Barra de São Miguel anda a passo de tartaruga (se é que anda mesmo), frustrando as expectativas de todos que precisam diariamente vencer aquele percurso. Mas, pelo menos oficialmente, a obra já começou. Ao Norte, o sonhado trecho inicial no caminho da ligação dupla Maceió/Recife via litoral não dá sinais de descolar das gavetas. E da duplicação do trecho agrestino, ligando Arapiraca à capital (de apenas 126 km), através da AL-220, pouco ou nada se fala. Uma pena. Com a explosão do número de veículos individuais, com o natural aumento da população, com o crescimento do tráfego rodoviário de cargas, a duplicação das pistas é uma medida indispensável para a segurança do trânsito e para o aquecimento da economia. Enquanto forem mantidas as estreitas e perigosas pistas de mão dupla nesses trechos de grande movimento, Alagoas não conseguirá responder às necessidades mínimas de infraestrutura logística para atender a, pelo menos, as possibilidades básicas de desenvolvimento local. Neste sentido, o quanto antes tiverem sucesso as obras de duplicação dos trechos anunciados, quer seja o federal (BR-101) quer seja o estadual (AL-101), menos tarde Alagoas começará a sair do atraso em que foi estacionada.