História
Construtores de AL – CXXXIV
Pedro Teixeira de Vasconcelos, meu padrinho de crisma, natural da bucólica Chã Preta, nasceu no dia 12 de outubro de 1916. Notabilizou-se no folclore, bem como na educação, em diversas instituições. Por essas razões, adquiriu respeito e admiração. Fez o Curso Básico no Seminário Metropolitano de Maceió (1929-1933) e cursou o Colégio Normal Joaquim Diégues, em Viçosa (1936). Exerceu a cátedra no Instituto São José, em Capela (1942); foi fundador do Colégio Cristo Redentor, em Palmeira dos Índios (1943-1945); professor de Latim, Francês, História e Português no Colégio de Assembleia, em Viçosa (1945-1960); e, ainda, professor de Francês no Colégio Normal Joaquim Diégues, em Viçosa (1943-1953).
No Teatro Deodoro, encontrei-o e lhe disse: “Bênção, padrinho”. Minha mãe, Naninha, orientava-me a sempre cumprimentá-lo. Então, perguntou: “Como se chama?”. Respondi: “Laurentino Veiga”. E ele disse: “Leio você no Jornal de Alagoas”. Fiquei lisonjeado com a qualidade do ilustre leitor. Segundo ele: “Custará bastante para que o rádio e a televisão desalojem as nossas tradições mais caras. Entretanto, é preciso lembrar sempre que o folclore não é estático; é necessário admitir o avanço da civilização e do progresso”.
Foi conselheiro do Conselho Estadual de Cultura (1973), membro da Sociedade de Cultura Artística de Alagoas, professor de Folclore da Empresa Alagoana de Turismo (1977-1982), da CEPA (1979-1982) e da Escola Cenecista de Chã Preta (1978), além de membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Publicou Andanças pelo Folclore (1998), Adivinhas e Superstições, Lúdica Folclórica, Artesanato de Alagoas, Folclore: Música, Dança e Torneio (1979), Adivinhas (pela FUNTED) e Pastoril. Destacou-se tanto como mestre quanto como folclorista de primeira grandeza.
Enfim, um educador que marcou sua profícua existência dedicada à educação popular. Por essas razões, foi recipiendário do título de Cidadão de Maceió, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte, Quebrangulo, Santana do Mundaú e Paulo Jacinto, minha querida terra que me viu nascer. “O modernismo (como o rádio, a televisão, as discotecas e as novelas) vem tomando o lugar de muita coisa boa do passado. Isso está concorrendo para a extinção gradativa do nosso folclore; porém, é momento de expectativa, não de desespero.”