Opinião
Verdes esperan�as
Para os ambientalistas mais antenados, a assinatura de um memorando, anteontem, em Washington, deve ter o efeito de uma luz (sustentável) no túnel. Na terça-feira, 28 de julho, coroando reunião bilateral na capital americana, os representantes dos Estados Unidos e da China depositaram suas assinaturas num ?acordo de cooperação para lidar com as mudanças climáticas?. Para quem não sabe ainda, os Estados Unidos e a China são os dois maiores emissores de gases causadores do efeito estufa. E, verdes de esperança, os ambientalistas torcem para que o compromisso seja efetivamente cumprido e venha a se transforma numa base sólida para o estabelecimento de um tratado ambientalista de âmbito global (a ser parido e batizado na própria Copenhague). Como se sabe, a capital da Dinamarca sedia a Conferência do Clima (que leva o nome da cidade) e, até a assinatura desse compromisso bilateral entre os dois gigantes da poluição mundial, a desconfiança é que o evento tivesse resultados pífios. Agora, com a disposição de americanos e chineses em adotarem metas comuns para a questão ambiental reascende as chances para algum avanço real em termos de um grande acordo internacional visando novas políticas ambientais. O documento assinado na capital americana é um ?memorando de entendimento no qual [chineses e americanos] se comprometem a aumentar a cooperação em 10 áreas, que incluem eficiência energética, renováveis, uso de carvão limpo, tecnologias ?smart grid? e carros elétricos?. É evidente que muitos considerarão essa dezena de pontos algo de somenos importância e defenderão a radicalização dos itens apreciar em Copenhague. Coisa de radicais verdes. Mas a verdade é que o simples compromisso conjunto entre os dois megapopuidores é mesmo um (grande) passo inicial. Depois é ir adiante.