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Editorial

Riqueza sem estratégia

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O Brasil reúne condições privilegiadas para ocupar posição de destaque na nova geopolítica dos minerais críticos. Com uma das maiores reservas de terras raras do planeta e um arcabouço jurídico que assegura a soberania sobre o subsolo, o País parece ter em mãos os instrumentos necessários para transformar potencial geológico em poder econômico. Mas, na prática, ainda patina.

O diagnóstico de especialistas é direto: não falta legislação, falta estratégia. A ausência de um plano nacional consistente, com metas de longo prazo e foco no desenvolvimento tecnológico, mantém o Brasil preso a um papel historicamente limitado, o de exportador de matéria-prima.

Em um cenário global marcado pela disputa entre potências como Estados Unidos e China pelo controle de cadeias produtivas estratégicas, essa lacuna não é apenas econômica, mas também geopolítica.

A exploração de minerais críticos, fundamentais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e até para a defesa, exige mais do que autorização legal. Exige coordenação estatal, política industrial e visão de futuro.

O Brasil não pode se dar ao luxo de repetir, no século XXI, o padrão extrativista que marcou sua história. Ter recursos não basta. É preciso saber o que fazer com eles. A janela de oportunidade está aberta, mas não permanecerá indefinidamente.

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