loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Um resgate cidad�o

Ouvir
Compartilhar

Oportuna e indispensável a ação desencadeada pelo município para recuperação de áreas públicas ocupadas por particulares. Tais ações deveriam se converter em uma política pública, firme e permanente, de resgate do patrimônio alagoano. Não é de hoje que os bens públicos são apropriados indevidamente. Segundo reincidentes denúncias, especialmente as áreas verdes destinadas para tal uso (coletivo) em conjuntos residenciais estariam sendo inapelavelmente expropriadas, ?privatizadas? na marra através de iniciativas de quem nelas primeiro lançasse suas cercas. Naturalmente, muito boato existe, e pode ser que boa parte das supostas áreas expropriadas não o sejam ? mas cabe aos poderes constituídos o exercício permanente da vigilância sobre os bens públicos. Como se sabe, não tem validade o ?uso capião? sobre o patrimônio público e todos os bens irregularmente apropriados devem ser recuperados. As evidências, e o noticiário recorrente, apontam para a prática dessa irregularidade em praticamente todas as faixas sociais. Na situação mais recorrente, é o excluído social que se apossa de um pedaço de barreira, arriscando a vida para ter um lugar onde morar. Praticamente todas as favelas de Maceió, e na maioria das cidades brasileiras, foram e continuam sendo edificadas sobre terrenos públicos, devastando quilômetros quadrados de matas e consolidando, pela força da miséria, realidades irreversíveis. Não apenas os pobres apropriam-se dos terrenos públicos; classes melhor situadas na pirâmide social igualmente lançam mão do mesmo expediente com o fito de multiplicar lucros. É pública e notória a transformação de mais da metade de uma avenida (no bairro de Jatiúca) em loteamento privado, dentre outros absurdos. A Prefeitura de Maceió deve perseverar nessa política de recuperação dos bens públicos.

Relacionadas