Opinião
Banca examinadora ou banca exterminadora?
Para a completa avaliação dos trabalhos de pesquisa científica, faz-se necessário sua apresentação teórica ? em forma de monografia, dissertação, relatório, artigo ou tese ? e oral, com a exposição pessoal e verbal. Diante da cerimônia de apresentação oral é criada uma organização formal, constituída de aparatos físicos que compõem um cenário adequado para possibilitar uma exposição eficiente dos trabalhos. A formalidade e as exigências científicas de fato inibem os alunos, pois eles estarão passando por um processo avaliativo para a finalização de uma longa e árdua caminhada, seja ela graduação ou pós-graduação. E não é por menos. Por se tratar de um momento delicado, é fundamental que os educadores facilitem este processo avaliativo dando o suporte necessário para que o aluno se sinta seguro e entusiasmado. Uma das principais preocupações dos alunos é com a banca de avaliação, conhecida como banca ou comissão examinadora, formada por avaliadores, na sua maioria professores, que devem ou deveriam estar preparados para esta responsabilidade. É frequente os alunos ouvirem várias histórias ocorridas em apresentações que muitas vezes causaram situações constrangedoras e até desrespeitosas aos alunos. Existem professores avaliadores que ao avaliarem um trabalho comportam-se como se estivessem escalados para a prática de um holocausto. Muitas vezes os professores de banca examinadora se ?armam? com o intuito de ?exterminarem? os alunos, que por sua vez se deparam com uma formação de professores tão conhecida como BANCADA, que mais parece um PAREDÃO próprio para a prática de um massacre. Como uma comissão avaliadora pode mensurar o conhecimento ou a capacidade de um aluno? Como afirmar o que o aluno fez ou deixou de fazer em uma pesquisa? Claro que se houver evidências de irregularidades no trabalho e/ou processo de orientação, o próprio professor responsável irá denunciar ou providenciar sua solução. Afinal este é o papel do professor orientador: ser corresponsável pela produção da pesquisa. A postura da banca, ou melhor, daqueles que a compõem, muitas vezes é tão agressiva que leva os alunos a um estado de pânico emocional. Sabendo disso, os avaliadores devem assumir uma postura mais respeitosa, ética e humana, sem deixar os aspectos individuais na sua avaliação e de obedecer aos critérios definidos pela organização do evento, podendo arguir, criticar, elogiar, complementar, até mesmo se informar das novidades que as pesquisas podem trazer. (*) É professora universitária e orientadora de trabalhos de pesquisa.