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O Papa de Hitler

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Todo mundo recorda o sucesso que fez o livro ?O Papa de Hitler?, do escritor John Cornwell. Ali acusou-se Pio XII de ser antissemita, de ser conivente com o massacre dos judeus, de ser amigo dos nazistas... Pura calúnia. O autor do livro difamatório ficou rico ? é fácil enriquecer difamando a Igreja ? basta recordar ?O Código Da Vinci?, livro pleno de asneiras, contestado por inúmeros historiadores. Pois bem, mais e mais vão aparecendo documentos e testemunhos que revelam um Pio XII amigo dos judeus e inimigo dos nazistas. Recentemente encontrei uns trechos do diário de Joseph Goebbels, o terrível ministro da propaganda nazista e uma espécie de ideólogo do partido. Eis alguns trechos muito significativos, que ilustram o modo como os nazistas viam Pio XII e a Igreja: ?17 de dezembro de 1939: ? O papa falou no Natal. Discurso cheio de ataques muito severos e dissimulados contra nós. Devemos abatê-los!?. ?11 de julho de 1941 ? É uma vergonha dever constatar que o clero católico abre moralmente o caminho para o inimigo, com a carta pastoral lida domingo passado em todas as igrejas católicas. Como podemos constatar até agora, o clero tenta um primeiro ataque com esta carta, antes de aguardar nossa reação e tirar dela as consequências para o futuro. É num outro campo que cobraremos a conta ao clero católico. Nós proibimos as suas revistas, rejeitamos a quantidade de papel e os operários necessários para a publicação de seus livros e o privaremos assim, pouco a pouco, de qualquer influência?. ?14 de dezembro de 1941 ? O clero é antinazista. (...) Por toda a sua concepção e sua estrutura intelectual, o cristianismo será sempre oposto a uma visão nacional forte. Na verdade, o cristianismo é uma doutrina em decadência. Para o homem moderno, não merece senão desprezo intelectual. O Führer está determinado a fazer tabula rasa... quando o cálice estiver pleno, o raio da cólera se abaterá sobre os traidores príncipes da Igreja?. Esta é a história. E hoje, assistimos a uma multidão sem autoridade moral alguma querendo jogar pedra na Igreja por sua atitude durante a 2ª Grande Guerra. Para quem não sabe, Pio XII, ao final da Guerra, recebeu da comunidade judaica de Roma homenagens e agradecimentos pelo que fez em favor dos judeus. Depois, veio a calúnia, a mentira, a difamação, para atingir a Igreja atingindo o grande papa. Ainda bem que o juiz da história é o Senhor; nele tudo será revelado e aparecerá claro o coração do caluniado e do caluniador. (*) É bispo auxiliar de Aracaju.

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