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Opinião

Expans�o perigosa

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Apesar da luta contra o narcotráfico seguir sendo um objeto de interesse supranacional, causa preocupação a estratégia de ampliação das bases militares americanas fora de seu território nacional. O recente anúncio de que os Estados Unidos estariam instalando uma nova base militar na Colômbia tem provocado justas ondas de indignação e prejudicado a imagem, até então tida como pacifista, do governo Barack Obama. Para o combate do narcotráfico internacional, e particularmente, as sempre fartas fontes colombianas para a droga, torna-se necessária uma parceria plurinacional, é verdade. Assim como também é verdadeiro o fato de que é vital a participação dos Estados Unidos nesse esforço, através de seus departamentos policiais especializados no combate ao tráfico. Mas não é verdadeiro que essa participação precise ser revestida de caráter militar. A construção de bases militares fora do território nacional de cada país é, em quaisquer circunstâncias, a evidência de um movimento expansionista. Repetimos: que a indispensável participação dos Estados Unidos no combate ao tráfico globalizado seja garantida enquanto parceria na área policial, implementada através do FBI, do DEA, e até da CIA, enquanto órgãos policiais e, porque não dizer, de espionagem. Especialmente, neste aspecto, é óbvio e ululante ser a inteligência uma área estratégica cujo fortalecimento é absolutamente prioritário. Atualizar os tratados internacionais com o objetivo de criar melhores condições para esse trabalho supranacional é necessário, até para exorcizar o velho fantasma das intervenções militares. Guerrear com eficiência contra o tráfico internacional é uma necessidade de primeira ordem, assim como é prioritário serem eliminadas velhas práticas militares expansionistas, afinal, tanto o colonialismo quanto o neocolonialismo (e a guerra fria) deveriam ser peças de museu.

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