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Editorial

Equilíbrio delicado

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A economia brasileira começa a dar sinais mais claros de desaceleração após um período de crescimento sustentado. A queda de 0,7% do IBC-Br em março, acima das expectativas do mercado, reforça a percepção de que o ritmo da atividade econômica deve perder força ao longo de 2026.

Embora o resultado mantenha avanço na comparação anual e revele setores resilientes, especialmente impulsionados pelo consumo e pelo mercado de trabalho, o cenário externo e a pressão inflacionária acendem um alerta para os próximos meses.

O principal desafio continua sendo a inflação. A escalada do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo já impactam os combustíveis e pressionam preços em cadeia. Com projeções do IPCA acima do teto da meta e revisões sucessivas da Selic para cima, cresce a tendência de um ciclo mais tímido de redução dos juros.

Ao mesmo tempo, o ambiente eleitoral tende a estimular medidas de crédito e expansão fiscal para sustentar a atividade econômica e preservar a renda das famílias.

O Brasil entra, portanto, em uma fase de equilíbrio delicado: preservar crescimento e emprego sem perder o controle da inflação. O desempenho dos próximos meses dependerá da capacidade do País de enfrentar os efeitos de uma conjuntura global marcada por guerra, volatilidade e incerteza.

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