Opinião
Realidade tr�gica
Os dados do índice de Homicídios na Adolescência (IHA) divulgados, há menos de um mês, pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), não podem ser esquecidos como muitos anteriores, que também trouxeram os números dos assassinatos no País. E principalmente em Alagoas, onde a maioria das vítimas, a exemplo de outros Estados, é constituída de pessoas jovens que não completam 20 anos de vida. Achamos que já está na hora dos governantes e toda a sociedade voltarem mais e mais suas preocupações para esta realidade. Especialmente as pessoas responsáveis diretas pelas atividades dos órgãos representados no Conselho de Segurança Pública do Estado, mais atuante e inovador nos últimos meses, para algumas questões. Uma delas é o fato de Maceió ter aparecido no topo, na comparação entre outras capitais brasileiras com esse novo levantamento acerca deste fenômeno que assusta e cresce nas localidades interioranas e, sobretudo, nas áreas metropolitanas. E que não será atacado com o rigor e a eficácia desejados e defendidos há bastante tempo, enquanto expressivas quantidades de recursos públicos, discursos e projetos forem simplesmente anunciados ou usados em ações que não são as mais urgentes, graves e reclamadas pela maior parcela da população. De acordo com os números do IHA, publicados em julho, só na região de Maceió, 6,03 jovens morrem em cada grupo de mil adolescentes com idade entre 12 e 18 anos, contra 6 em Recife e 4,9 no Rio de Janeiro. Como se nada disto bastasse, aparece a estimativa de 3.423 mortes de adolescentes apenas no Rio de Janeiro, entre os anos de 2006 e 2012.