Editorial
Riqueza sob risco
O Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado nesta sexta-feira (22), reforça a responsabilidade estratégica do Brasil diante de uma das maiores riquezas naturais do planeta. Dono da maior biodiversidade do mundo, o País concentra entre 15% e 20% das espécies conhecidas da Terra, distribuídas em biomas fundamentais como Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.
Ao mesmo tempo em que essa diversidade coloca o Brasil em posição privilegiada no debate ambiental global, também amplia os desafios internos. O avanço do desmatamento, das queimadas, da mineração ilegal e da ocupação desordenada continua pressionando ecossistemas essenciais para o equilíbrio climático, a produção de água e a segurança alimentar.
A preservação ambiental deixou de ser apenas uma pauta ecológica e passou a representar questão econômica, social e diplomática.
Nos últimos anos, o País voltou ao centro das discussões internacionais sobre sustentabilidade. Ainda assim, o desafio permanece em transformar discurso em ações permanentes de fiscalização, desenvolvimento sustentável e valorização da bioeconomia.
Preservar os biomas significa proteger recursos naturais, garantir qualidade de vida e consolidar uma posição de protagonismo em um mundo cada vez mais atento às questões ambientais.