Opinião
A esperan�a continua
Em data oportuna, através de artigo publicado na Gazeta de Alagoas, tecemos considerações a respeito do FGTS do servidor estadual, lembrando os princípios que nortearam a criação do referido fundo, enfim, tudo aquilo que era necessário dizer, a fim de tentar sensibilizar o governo a dar a adequada solução ao problema. Até o presente momento, nada vimos de concreto, isto é, parece que o nosso apelo não sensibilizou a quem de direito para sanar um débito trabalhista, que de há muito vem se arrastando, o que repercute, do ponto de vista social, negativamente, no cumprimento do que determina a lei. Não entendemos o porquê de tamanha demora, uma vez que já decorreu um ano da nomeação de uma comissão que deveria dar retorno dentro de noventa dias. É razoável entender que o prazo tenha sido curto, porém, não é palatável que tenha demandado tanto tempo sem que se vislumbre a sua concretização. Mais uma vez, batemos na tecla de que o montante destinado para tal fim não sairá dos cofres do Estado. É mais um argumento que nos leva a entender que tal decisão não depende de alocação de recursos, e sim, exclusivamente de vontade política, pois os referidos recursos já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal. É importante que o governo seja sensível à nossas reclamações e que os seus auxiliares lhe informem que com essa demora o Estado também perde receita. Em consequência desse arrazoado é que estamos voltando ao tema, com a finalidade de dizer que os sonhos de quantos estamos nessa expectativa, continuam com a chama acesa. Ficamos no aguardo de uma resposta concreta, pois como sabemos, governar é, também, pôr em prática justiça social. (*) É médico e membro efetivo da Academia Maceioense de Letras.