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Opinião

Continuando nossa visita a Hong Kong

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As ruas são alegres. Exibem letreiros escritos em chinês, e há uma mistura de artigos que vão de bordados, a porcos e patos assados, dependurados às portas da loja. Uma multidão heterogenia, nelas se acotovela, entre carros e jirinquixas puxados pelos cules. À noite são feéricamente iluminadas por lanternas e letreiros. Há um ar de mistério nesse ambiente. Depois conhecemos o porto de Aberdeen, onde vemos centenas de juncos e sampans (pequenos barcos nos quais os chineses vivem com as famílias, passarinhos e cachorros). São impressionantes. Ao largo estão os restaurantes flutuantes em luxuoso estilo chinês. Fomos jantar num deles. São adornados com sedas e dragões dourados e as escadarias apresentam desenhos sobre fundo também dourado. A culinária chinesa é saborosa. Consta de vários pratos e come-se em pequenas tigelinhas, poucas quantidades de cada. São, na maioria, comidas exóticas e é melhor nem olhar o menu para não nos espantarmos por estar comendo uma lagartixa ou uma cobra. Hong Kong possui belas praias muito frequentadas. Fomos a Repulse Bay que também nos lembrou o filme Suplício de uma Saudade. As chinesas são delgadas e altas, de um modo geral são bonitas, quando jovens. Gostam de usar vestidos típicos, justos, abertos dos lados até as coxas, com uma gola alta que lhes sobe pelo pescoço e as mangas curtas, sem cavas. Esse traje elegante alonga-lhes a figura. Feitos, geralmente de brocados, que na China são belos e de ótima qualidade. Aliás as sedas chinesas nos encantam. O que nos desagrada bastante nos chineses é o som fanhoso da pronuncia de seu idioma. E falam alto, parece estarem sempre brigando. Falta-lhes a educação e ?finesse? dos japoneses. Em Hong Kong existem muitos cabarés e casas de ópio, a prostituição é um problema social sério, não obstante a fiscalização do governo. No último dia fomos até Macao, província portuguesa na península de Chung Chan. Saímos de ferry-boat e navegamos apenas 1h40. É uma cidade onde se misturam as atmosferas chinesa e portuguesa. Além dos cassinos, que são muito concorridos, existem outros lugares para se conhecer como a Praia Grande; a Gruta do imortal escritor português, Luiz de Camões, que compôs parte dos Lusíadas aqui; os belos templos chineses; a famosa fachada da Catedral de São Paulo; a colina da Penha; o santuário da deusa da Graça; o ?Shopping Center? de Macao; etc. Voltamos a Hong Kong já à noite. (*) É membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste.

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