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Opinião

Desprezo na rota do turismo

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Quem atravessou as décadas do tempo conhece as histórias dos caminhos que outrora foram estradas de terra e com a advento da indústria automobilística que impulsionada no fim da década de 60, do século 20, começou a exigir a construção de estradas de padrão americano. Surgiram as BRs que começaram a cortar e ligar nosso Brasil de Norte a Sul numa frenética busca pela integração. Migramos para um novo modelo de transporte quando a cabotagem e a ferrovia passaram para um segundo plano e se estabeleceu a transporte rodoviário como prioridade. O progresso econômico emergiu durante o período dos governos militares, alavancando a construção de rodovias tendo o Nordeste contado com a participação da Sudene, marco do desenvolvimento, o programa de ajuda americana Usaid e superintendente da estirpe de Euler Bentes Monteiro que lamentavelmente não chegou à Presidência da República. De Luiz Cavalcanti a Afranio Lages em Alagoas e de Paulo Guerra a Eraldo Gueiros em Pernambuco, governadores, foram os protagonista da ligação das capitais Maceió pela AL-101 e Recife pela PE 60 cuja obra levou 12 anos para conclusão. Longe se vai o tempo em que não se pensava que um dia Maragogi iria despontar como o segundo polo turístico e passaria a participar do destino criado pela visão de empreendedores que de costa para os canaviais vislumbraram as praias de areia branca, belos coqueirais e aguas mornas e cristalinas. A partir de meados da década de 80 começaram a surgir ao longo do litoral de Maragogi casas de veranistas, condomínios pousadas e hotéis. Na década de 90, surgiu o empreendimento que passaria a comandar como carro-chefe da hotelaria e então começaram a surgir os turistas oriundos dos Estados do Sul, Sudeste e Centro-oeste e Europa atraídos pela proposta de serviços de hospedagem e gastronomia do Resort Salinas. Passados três anos passamos a sofrer o desgaste da AL-101 que pavimentada com tratamento superficial simples não suportou o desprezo dos governos. Hoje, decorridos 14 anos, passamos a viver a mesma situação agora com uma diferença, maior tráfego e ausência de voo entre Maceió e Recife. Sofremos com o desgaste dos nossos veículos, o risco de assaltos e a reclamação dos hospedes que vindo de destinos variados desembarcam no Aeroporto de Maceió enfrentam o desconforto de uma rodovia esburacada e a ausência de cobertura policial tão importante para a segurança. (*) É engenheiro e empresário.

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