Editorial
Prevenção de danos
Os alertas emitidos por organismos internacionais e centros de monitoramento climático indicam que um novo episódio de El Niño tem alta probabilidade de se consolidar nos próximos meses. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima entre 80% e 90% de chance de o fenômeno se estabelecer e persistir até o fim de 2026, podendo alcançar intensidade moderada ou forte.
No Brasil, os impactos variam conforme a região. Historicamente, o Sul registra aumento das chuvas e maior risco de enchentes, enquanto partes do Norte e do Nordeste enfrentam redução das precipitações, agravando problemas de abastecimento de água e perdas na agricultura.
Diante desse cenário, o poder público não pode esperar que os efeitos se materializem para agir. É necessário reforçar os sistemas de monitoramento meteorológico, ampliar os programas de armazenamento e distribuição de água, apoiar os produtores rurais mais vulneráveis e fortalecer os mecanismos de defesa civil para responder rapidamente a eventos extremos.
A principal vantagem de um fenômeno amplamente monitorado como o El Niño é a possibilidade de planejamento antecipado. Os prejuízos podem não ser evitados por completo, mas certamente podem ser reduzidos. Ignorar os alertas seria repetir erros já conhecidos.