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O suic�dio e sua complicada elucida��o

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Nada é mais confrangedor que um ser tirar a própria vida! Sobretudo quando é ainda jovem. Para a família fica sempre a ideia de que com uma única palavra poderia fazer o autor de tal gesto voltar atrás. Fica sempre no seu subconsciente aquela pergunta terrível: será que eu fui culpado? Será que eu deixei de entendê-lo em algum momento? É das mortes a que mais maltrata a família! Fica-se sempre procurando uma explicação plausível para o tresloucado ato. Durkheim, famoso sociólogo, demonstrou que o suicídio não é produto de doença mental. Em regiões de alta incidência de suicídios não havia grande número de doentes mentais. Hoje, nas cidades grandes, os jovens se dividem em grupos, cujas opções são bastante variadas. Tem os dos tatuados, dos frequentadores de baladas, dos ?habitués? dos bailes ?funks?, dos desportistas, dos viciados em ?vídeogames?, os grupos familiares, etc. Ser diferente na sua tribo significa inexpressividade e causa de estresse e de depressão. O indivíduo se insere socialmente em determinado grupo que lhe confere uma identidade, motivação para arquitetar a realização do seu plano de existência. Se ele pratica uma ação deliberada, é que aquela atuação é o seu desejo de afirmação no grupo em que vive. A não obtenção do sucesso naquele gesto significa exclusão. A anulação do indivíduo é o primeiro passo para a depressão e a morte. Males muito comuns, hoje em dia, entre adolescentes. Os seres adultos são induzidos ao suicídio quando perdem o poder, sentem-se desamparados, sem esperanças de reversão, em bancarrota política ou econômica, vítimas de relações interpessoais conflituosas, estrutura familiar caótica, doença crônica, desajuste de personalidade, psicose, abuso de álcool e drogas. A incapacidade de agir sozinho, segundo suas próprias convicções, anula o ser humano diante dos amigos, o homem diante da mulher amada e vice-versa, o empregado diante do patrão, isso na rotina do cotidiano significa a inaptidão e a insegurança que às vezes leva à morte. É sempre um momento de fraqueza! De desespero! Mas, nada é tão terrível e insolúvel que justifique eliminar a própria existência. A angústia, o medo de enfrentar aquele dilema encaminha o ser para essa trágica fuga! Na sua consciência não encontra uma solução que não seja a própria morte. É uma doença da alma. É certo que apenas uma palavra de conforto, ajudaria a salvar o suicida, mas difícil é ter o ensejo de dizê-la. Para as pessoas que o amaram, a dor se manterá viva para sempre! (*) É sócia honorária da Sobrames.

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