Editorial
Conquista
A expressiva redução do desmatamento na Amazônia – 61,4% apenas em maio e 37,5% no acumulado dos últimos dez meses –, de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Inpe, merece ser celebrada como uma das mais importantes conquistas ambientais recentes do País.
Mais do que números, os dados indicam que políticas públicas de monitoramento, fiscalização e proteção ambiental podem produzir resultados concretos quando recebem prioridade política, recursos e coordenação institucional.
O resultado ganha relevância por ocorrer justamente no início do período seco, época historicamente marcada pela aceleração da derrubada da floresta. O fato de a Amazônia registrar o menor índice da série histórica para o período reforça a eficácia das ações de controle e demonstra que desenvolvimento econômico e preservação ambiental não são objetivos incompatíveis.
Ainda há desafios importantes. O Cerrado continua sofrendo forte pressão sobre sua vegetação nativa e o desmatamento ilegal permanece uma realidade em diversas regiões do País.
Os números recentes mostram, entretanto, que a destruição da floresta não é inevitável. Ao contrário, ela pode ser reduzida quando o Estado atua de forma consistente e a sociedade compreende que preservar os biomas brasileiros é uma necessidade econômica, social e ambiental.